O Dia Nacional da Ética na Engenharia, celebrado em 2 de maio, chama atenção para a importância da responsabilidade no exercício profissional e o impacto direto que a atuação ética tem na segurança da população. A data reforça que a engenharia vpara ai além da técnica e exige compromisso com normas, qualidade e bem-estar coletivo.
A AEAN (Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste) destaca que a ética é um dos pilares fundamentais da profissão, sendo indispensável para garantir a confiança da sociedade nos serviços prestados. A entidade reforça que cada projeto, obra ou intervenção técnica deve ser conduzido com responsabilidade e respeito às normas.
Para o presidente da AEAN, Marcos Wada, a ética está diretamente ligada à qualidade dos resultados entregues à população. “Como presidente da AEAN, reforço que a ética é um dos pilares fundamentais da engenharia e da arquitetura. É ela que garante que os profissionais atuem com responsabilidade, compromisso técnico e respeito à sociedade, assegurando obras mais seguras e cidades mais bem planejadas” , afirma.
Fiscalização é ferramenta essencial para garantir a ética
A atuação do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo) é um dos principais instrumentos para assegurar que a ética seja aplicada na prática. Por meio da fiscalização, o Conselho verifica se as atividades técnicas estão sendo realizadas por profissionais habilitados e devidamente registrados.
O chefe de equipe da fiscalização do Crea-SP em Araçatuba, Ricardo Cury, explica que esse trabalho é fundamental para a proteção da sociedade. “A fiscalização do Crea-SP atua como um verdadeiro mecanismo de proteção, garantindo que as atividades técnicas sejam executadas por profissionais habilitados e comprometidos com o código de ética” , destaca.
Segundo ele, a Anotação de Responsabilidade Técnica é essencial nesse processo. “A ART define quem é o responsável pelo serviço, assegurando que esse profissional responda civil, criminal e eticamente por qualquer falha, o que traz mais segurança para a população” , afirma.
Irregularidades ainda representam riscos
Apesar da atuação constante da fiscalização, ainda são identificadas irregularidades que colocam em risco a população. Entre elas estão o exercício ilegal da profissão, a ausência de responsável técnico e o acobertamento.
“Entre os principais problemas estão o exercício ilegal, a falta de ART e o acobertamento, quando um profissional assina uma obra sem acompanhar. Isso pode resultar em riscos graves, como desabamentos, incêndios e falhas estruturais” , alerta Cury.
Tecnologia e conscientização fortalecem o controle
O uso de tecnologia tem ampliado a eficiência da fiscalização, permitindo identificar obras irregulares com mais rapidez. Ferramentas como geoprocessamento, cruzamento de dados e imagens de satélite contribuem para uma atuação mais precisa.
Além disso, a participação da população é considerada essencial. “A denúncia pode evitar tragédias. A sociedade precisa entender que contratar um profissional habilitado não é um custo, é um investimento em segurança” , reforça Cury.
Ética fortalece a engenharia e o desenvolvimento
O presidente da AEAN ressalta que a valorização da ética profissional impacta diretamente o desenvolvimento das cidades. “A AEAN tem um papel importante na valorização da conduta ética, incentivando a atuação responsável dos profissionais e o cumprimento das normas técnicas. Fortalecer a ética é fortalecer toda a engenharia” , afirma Wada.
Neste 2 de maio, a AEAN reforça a importância da ética como base para uma atuação responsável, segura e comprometida com a sociedade, destacando que o desenvolvimento das cidades passa, necessariamente, pelo trabalho consciente e qualificado dos profissionais da engenharia e da arquitetura.

