Dia Mundial das Cidades reforça a importância de planejar hoje a cidade que queremos viver amanhã
Uma cidade não cresce apenas porque novos prédios são construídos, novas ruas são abertas ou a população aumenta. O desenvolvimento urbano precisa ser planejado para que moradia, mobilidade, infraestrutura, serviços públicos, áreas verdes e espaços de convivência acompanhem as necessidades de quem vive no município.
É justamente essa reflexão que ganha destaque no Dia Mundial das Cidades, celebrado em 31 de outubro. Criada pela Organização das Nações Unidas em 2013 e celebrada pela primeira vez em 2014, a data busca ampliar a discussão sobre os desafios e as oportunidades provocados pela urbanização e incentivar a cooperação em torno de cidades mais sustentáveis e inclusivas.
Em 2026, a celebração terá como tema “Regenerating the City: Adequate Housing for All”, que pode ser traduzido como “Regenerando a cidade: moradia adequada para todos”. A proposta coloca em evidência a necessidade de revitalizar áreas urbanas e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso a moradias adequadas, com atenção às necessidades das comunidades e à prevenção do deslocamento de moradores.
PLANEJAR PARA ALÉM DO CRESCIMENTO
O planejamento urbano é uma das principais ferramentas para enfrentar os desafios provocados pelo crescimento das cidades. Ele permite pensar não apenas onde as pessoas vão morar, mas também como elas vão se deslocar, acessar serviços, ocupar os espaços públicos e conviver com o ambiente urbano.
Nesse processo, a atuação de engenheiros, arquitetos e urbanistas é fundamental. São esses profissionais que participam da elaboração e execução de projetos relacionados à infraestrutura, mobilidade, edificações, saneamento, acessibilidade, uso do solo e organização dos espaços.
Uma cidade bem planejada também precisa considerar mudanças que já fazem parte da realidade urbana, como eventos climáticos extremos, aumento da população, necessidade de novas soluções de mobilidade e transformação dos hábitos de trabalho e convivência.
TECNOLOGIA A SERVIÇO DAS PESSOAS
O conceito de cidade inteligente também faz parte dessa transformação. Mas ser uma cidade inteligente não significa apenas utilizar mais tecnologia.
Sensores, dados, inteligência artificial e sistemas digitais podem ajudar na gestão do trânsito, no monitoramento de serviços, no planejamento da infraestrutura e na identificação de problemas urbanos. No entanto, a tecnologia precisa estar associada às necessidades reais da população.
A experiência internacional discutida pela ONU-Habitat mostra justamente essa mudança de perspectiva. Em 2025, o Dia Mundial das Cidades teve como foco as “cidades inteligentes centradas nas pessoas”, destacando o uso de dados, tecnologia e inteligência artificial para melhorar serviços e o planejamento urbano, sem deixar de lado inclusão, acessibilidade e participação da comunidade.
Para Araçatuba e para os municípios da região, essa discussão também representa uma oportunidade de olhar para o futuro. O crescimento das cidades exige decisões técnicas capazes de conciliar desenvolvimento, infraestrutura, mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida.
Mais do que acompanhar o crescimento urbano, planejar significa antecipar necessidades e criar condições para que a cidade continue funcionando bem no futuro.
Neste 31 de outubro, a AEAN, Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste, reforça a importância do planejamento e da atuação técnica na construção de cidades mais organizadas, acessíveis, sustentáveis e preparadas para as transformações das próximas décadas.
Pensar a cidade do futuro começa pelas decisões tomadas no presente. E, nesse processo, Engenharia, Arquitetura e Urbanismo têm um papel essencial.


