Comunicação e inteligência emocional são apontadas como caminhos para transformar relações no trabalho

A AEAN (Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste) promoveu, na noite desta quinta-feira (27), a palestra “Inteligência Emocional e Neurociência”, realizada das 19h às 21h, com a participação de Jessica Oliveira e do engenheiro Henrique Alves. O encontro abordou temas relacionados à saúde emocional, relacionamentos, liderança, protagonismo e aos impactos da nova NR-1 no ambiente de trabalho.

A programação também contou com uma palestra institucional de abertura do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo) e teve entrada solidária, com a arrecadação de 1 quilo de alimento não perecível.

Inteligência emocional como ferramenta

Durante a palestra, o engenheiro destacou a importância da inteligência emocional para lidar com situações que fazem parte da rotina profissional, especialmente diante de discussões, ofensas e outros momentos de tensão.

Segundo Alves, situações de conflito no ambiente de trabalho muitas vezes são agravadas pela reação imediata das pessoas. Para ele, desenvolver inteligência emocional significa criar um espaço entre o que acontece e a forma como se responde, permitindo uma reflexão antes de tomar uma atitude. “A inteligência emocional cria esse espaço entre o que acontece e a nossa reação. É um momento para parar, pensar e entender melhor a situação antes de decidir como agir”, explicou Henrique.

A inteligência emocional também permite ampliar o olhar diante dos conflitos, estimulando uma postura mais empática. Em vez de responder imediatamente a uma ofensa, a pessoa passa a considerar o que pode estar por trás daquele comportamento e a buscar compreender o outro antes de reagir. “Ela nos ajuda a olhar com mais empatia, a tentar entender por que a pessoa está daquela forma e perceber que nem tudo se resume a simplesmente reagir”, destacou Henrique.

Para Henrique, esse processo contribui para reduzir conflitos e construir relações mais saudáveis no ambiente de trabalho, ao substituir respostas impulsivas por atitudes mais conscientes.

Comunicação, protagonismo e os novos desafios

Outro ponto abordado durante o encontro foi o protagonismo, entendido como a capacidade de assumir responsabilidade pelas próprias escolhas e atitudes. Nesse processo, a comunicação exerce papel fundamental, já que a forma como cada pessoa se comunica pode influenciar seu comportamento e a maneira como se posiciona diante das situações.

A mudança na comunicação pode produzir um novo estado, que influencia comportamentos e, quando esses comportamentos passam a ser repetidos, contribui para transformar crenças e alcançar novos resultados. A proposta é estimular uma postura mais consciente, em que a pessoa deixe de apenas reagir às circunstâncias e passe a assumir um papel ativo diante delas.

A discussão também se relacionou à nova NR-1 e à atenção aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Entre os aspectos que precisam ser observados estão situações de sobrecarga, conflitos, falta de suporte e bullying. Para Henrique, esse cuidado precisa envolver tanto as empresas quanto os colaboradores, que devem estar atentos às situações do cotidiano e buscar formas de prevenção.

A abordagem mostrou que inteligência emocional, comunicação e protagonismo estão diretamente ligados à construção de relações mais saudáveis no trabalho, especialmente diante dos desafios relacionados aos fatores psicossociais.

A AEAN e o Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo) acreditam que o desenvolvimento profissional também passa pela atenção às relações humanas, à comunicação e à saúde no ambiente de trabalho.

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