Celebrado em 14 de dezembro, o Dia do Engenheiro de Pesca marca a data da formatura da primeira turma do país, ocorrida em 1974, em Pernambuco. O que pouca gente sabe é que essa profissão nasceu da urgência em compreender e aproveitar de forma sustentável a imensa riqueza aquática brasileira, que vai muito além dos mares. Rios, lagos, represas e todo o potencial da pesca continental também fizeram parte desse movimento.
A expansão da indústria pesqueira na segunda metade dos anos 60 despertou uma necessidade inédita no Brasil: formar profissionais capazes de desenvolver tecnologia, estratégias de manejo e processos modernos para transformar recursos aquáticos em alimento, renda e desenvolvimento sustentável. Foi assim que surgiu, em 1971, o primeiro curso de Engenharia de Pesca do país, na UFRP (Universidade Federal Rural de Pernambuco). A partir dele, outras instituições ampliaram o alcance da profissão, como a UFC (Universidade Federal do Ceará), em 1972, e a UFAM (Universidade Federal do Amazonas), em 1989.
Mas afinal, o que faz um engenheiro de pesca? Muito mais do que lidar com a captura de peixes, esse profissional domina técnicas para localizar, beneficiar e conservar produtos de origem aquática, além de planejar e gerenciar toda a cadeia produtiva do pescado. Ele atua em portos, indústrias, fazendas aquícolas, laboratórios, órgãos ambientais e até em projetos de inovação tecnológica e sustentabilidade.
Em um mundo que enfrenta mudanças climáticas, pressão sobre os recursos naturais e necessidade crescente de produção de alimentos, a Engenharia de Pesca se torna cada vez mais estratégica. A aquicultura, por exemplo, é o setor da agropecuária que mais cresce no planeta, e o Brasil tem posição privilegiada para liderar esse avanço.
A AEAN (Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste) e o Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo) parabenizam todos os Engenheiros de Pesca pelo trabalho essencial que realizam. A data reforça a importância de um setor que une conhecimento técnico, inovação e compromisso com o uso sustentável das riquezas aquáticas brasileiras.

